12 de fevereiro de 2015

SERRA CATARINENSE - Rio do Rastro, Cachoeira Avencal



Colaboradores: Leandro Negoceki, Thomas Guinter (Thomi), Lucas Oliveira e Guilherme Carvalho. Estagiários do projeto em que trabalho no momento, o PLAMUS - Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de FlorianópolisEles tem toda sintonia com a natureza, a vida e este blog. Este encontro de gerações e almas viajantes resultou no novo parceiro de blog o Thomas e alguns colaboradores esporádicos. Mas vamos a viagem...

Ao final de mais um exaustivo semestre, o desejo de desopilar a mente foi unanime para o quarteto arqengenhenhanbrado de Floripa. Resolvemos de súbito partir rumo a uma viagem na natureza, explorando os ambientes da serra catarinense. A sugestão surgiu num simples folhear de livro intitulado “Serra Catarinense”. Não houve objeção, o consenso foi geral. Sem muito planejamento e poucos esquemas criados de forma inevitável por três mentes engenheiras, arquitetou-se uma viagem sem igual.

Rumando para a Serra Catarinense iniciou-se a jornada. Foi incrível observar que passados apenas algumas horas dirigindo, já era possível fugir totalmente da realidade urbana que é cotidiana para a gente. Estar em meio a abundância da natureza nos permite entrar em contato com o nosso interior, relaxar, limpar a cabeça e se confortar ao perceber o quão pequenos e mundanos alguns dos nossos problemas são. 



A receptividade que nos veio de encontro, foi de uma singeleza tamanha que nos obrigou a refletir acerca das relações humanas dentro do contexto citadino. Encontramos várias pessoas dispostas a receber o desconhecido pelo simples ato de caridade e ser bom sem olhar a quem.

Logo no primeiro dia, não conseguimos chegar ao nosso primeiro destino, a Fazenda Santa Cândida, onde deveríamos acampar, mas fomos salvos por um morador, que vendo nossa situação e percebendo a dificuldade que teríamos para chegar a Fazenda, nos ofereceu sua garagem para camping.


Primeira noite de um camping planejado por engenheiros... na garagem de um casal salvador


A viagem foi ótima do começo ao fim. Na companhia de amigos com a mesma sintonia, dirigimos rumo ao interior ao som de boa música. Viajando por estradas de terra, já era possível sentir o stress se esvaindo. Por mais clichê que possa parecer, a sensação de estar descalço junto ao mato, fazer fogo para preparar a refeição, deitar no chão e observar a imensidão de estrelas no céu a noite foi extraordinária.



Em três dias focamos nos arredores dos municípios de Bom Jardim da Serra e Urubici. Ao começarmos a subida da Serra do Rio do Rastro a paisagem que se revela fala por si só, deixando-nos literalmente nas alturas. A sensação de quase poder tocar as nuvens e de esgotar a visão em olhares longínquos para o horizonte sempre presente incitou-nos a continuar.


Serra do rio do Rastro - o caminho já vale



No dia seguinte fomos rumos a Fazenda Santa Cândida, de onde sai a trilha para o Canyon das Laranjeiras. Atravessando fazendas e florestas de araucárias que mesmo sendo tão exploradas, seus remanescentes nos forçaram a viajar no tempo e curvar-se a sua beleza intocada. A garganta que se abriu no meio da planície campesina é de beleza singular: Um canyon coberto por mata atlântica, um paraíso intocado de plantas e aves que dão seus saltos para o abismo, usufruindo de toda beleza de forma tão plena que nos perdíamos em suas asas num vôo quase coletivo.


Fazenda Santa Cândida


Os viajantes e nossa nova amiga da Fazenda

na trilha para o Canyon das Laranjeiras



Canyon das Laranjeiras

Leandro na beira do Canyon!!! kkkkk

almoço no Canyon

Após o almoço seguimos para Urubici e no caminho fomos contemplados com uma visão de serras misturada com sol e chuva, e ainda presenteados com pelo menos três arco-íris. A estrada recém molhada, mas ainda quente do sol, formou névoas ao longo do trajeto, deixando a visão ainda mais deslumbrante.

a caminho de Urubici

Paramos para conhecer a Cachoeira do Avencal, uma obra da natureza formada por um paredão de serra com uma cachoeira de 100 metros, que adicionada a uma obra humana, resultou em uma tirolesa, com direito a frio na barriga. Continuando pela estrada, paramos para conhecer as inscrições rupestres, de onde ainda se avistava a cachoeira do Avencal ao longe.

Cachoeira do Avencal - Lindo demais!

foto da internet

vista de cima do Avencal

Inscrições rupestres




A sucessão de fatos que ocorreu após um dos membros ter machucado o dedo no vidro do carro nos mostrou as coincidências engraçadas da vida. Fomos até a farmácia para socorrer o nosso querido Negoceki, que como não podia deixar de ser, com suas habilidades de relações públicas, nos levou à nossa próxima parada: Pousada Recanto da Natureza. Não havia ninguém na pousada, e começou a chover.



Ficamos preocupados de voltar pela estrada, pois pegamos uma pedreira até chegar lá de carro. Depois de muita discussão, decidimos acampar em frente a pousada, esperando que a dona voltasse, porém a notícia que ouvimos foi que ela só estaria por lá domingo. A chuva continuou caindo. 



Após alguns minutos procurando uma solução, surgiu um “local” montado em um cavalo. Perguntamos se teria problema em dormir por ali e por nossa sorte o homem se prontificou em avisar os donos da pousada para evitar problemas futuros. Para nossa alegria, o tempo começou a abrir e a noite chegar. Montamos nosso acampamento em um gramado próximo ao rio que passa por ali. Conseguimos com um vizinho um saco de lenha suficiente para fazermos nossa janta e nos mantermos aquecidos.


Nosso segundo camping, no jardim da pousada Recanto da Natureza



Essa viagem foi marcada por pequenas coisas que fizeram toda diferença. Depois de um semestre puxado foi ótimo poder refletir sobre a vida e sobre planos futuros. Como estávamos longe da cidade, pudemos ver as estrelas como se estivéssemos em um deserto. Nos sentimos um grão de areia no meio do oceano. Cozinhamos um macarrão com atum e depois aproveitamos o calor da fogueira para secar nossas roupas. 



No dia seguinte seguimos viagem para Urubici. Pela manhã pegamos a autorização (no centro da cidade) para visitar o morro da pedra furada. Ele pode ser visto de cima de um morro onde existe uma sede da força aérea brasileira, por isso precisamos pegar uma autorização. O lugar pode ser visitado de carro, e vale muito a pena. Sugerimos levar roupa de frio, pois venta muito. Em seguida visitamos a gruta dos bugres, que para alguns, é resultado da escavação de pré históricos Tatus Gigantes. Lá encontramos um casal de amigos (Luiza e Edgar) que se ofereceram para nos levar até a serra do corvo branco.


4 patetas e a pedra furada - Da esquerda para a direita - Thomas, Leandro, Guilherme e Lucas

Ponte perto das grutas dos Bugres

no sítio da amiga da Luiza

Serra do Corvo Branco

Leandro e seu novo amigo



Almoçamos pela cidade e aproveitamos o sol para “lagartear” em uma casa de campo de um amigo da Luiza. O lugar era incrível! O som do riacho embalou a “siesta” da galera, afinal, depois de 3 dias de tantas novidades já estávamos nos rendendo ao cansaço. No fim da tarde pegamos uma estrada - que está interditada devida às obras - até chegar a serra. O caminho foi tortuoso, mas o lugar compensou qualquer dificuldade encontrada até ali. 



Um corte de mais de 90 metros de altura foi feito no topo do morro para a rodovia construída na década de 70. A estrada está em péssimas condições, em alguns pontos houveram deslizamentos que interditaram parte dela. Mesmo assim encontramos alguns corajosos que passavam por ali, mas pelas fotos dá para ter uma noção do perigo.



Depois de tantas aventuras (muitas nem foram citadas, afinal isso é um post e não uma bíblia hehe), chegar em casa - e não conseguir dormir por causa do turbilhão de bons momentos que vieram a cabeça - não tem preço. Para quem quer ter contato com uma natureza incrível, sossego, momentos para refletir e sem gastar muito, é o destino ideal. A serra catarinense possui inúmeras atrações, que pela falta de gestão dos moradores locais, não são conhecidas. Isso é bom para a preservação, mas complicado para os turistas que visitam a região.


Mais sobre a região nos próximos capítulos. (jan/2015)

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3 de dezembro de 2014

FLORIANÓPOLIS - Praias, Morros, Lagoas, Dunas e beleza

Praia das Galhetas


Após 4 meses de trabalho já preciso de mais férias! E porque não?

Tenho passado a semana em Florianópolis colaborando com o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, o que já é um upgrade em relação a vida em São Paulo. Aqui tem silencio, natureza e tranquilidade. Da janela do escritório vejo montanhas verdes e o céu azul. O ar é de praia e só ando a pé. De noite tem calçadão a beira mar para caminhadas ou com meia hora de carro, tem praia de verdade e a Lagoa da Conceição. 

Mas estava faltando um tempo só de relax e exploração de toda essa natureza.

Um fim de semana não foi suficiente para descobrir a ilha, mas fez parecer que foram  umas férias inteiras.



Na companhia da minha filha e da minha mãe exploramos uma boa parte da costa Leste, Oeste e Norte. A vovó de 87 anos teve que torrar um pouco na praia, caminhar por algumas trilhas e dunas, mas sobreviveu! 



A costa Sul conheci na companhia do Eduardo em mais um fim de semana sem voltar para SP.

Mesmo assim ainda tem muito por descobrir, entre praias, trilhas e história. No fim do relato vou resumir os pontos altos, o imperdível e o dispensável!

Escolhi a Lagoa da Conceição como base da exploração, além de ser central tem um centrinho no qual a vovó poderia passear sozinha e olhar as lojinhas. 

A vista do terraço do quarto

Escolha acertadíssima foi a pousada Girassóis da Lagoa, nosso quarto localizado a 3 passos da água foi o ponto alto da estadia. Acordar com a vista da Lagoa da Conceição é um privilégio e eu agradeço esse presente! Dormir ouvindo o barulho da água, e passar o fim de tarde vendo o movimento do kite e Wind surf deitada no píer não tem preço.

A pousada tem poucos quartos e portanto poucos hóspedes, praticamente não vimos ninguém. O café é servido na sala de jantar com vista para a piscina e para a Lagoa, na sala de visitas, muito aconchegante, tem sempre um som agradável para quem quiser ficar por lá. Enfim, parecia que estávamos em casa.

Na chegada a família conheceu meus colegas de trabalho, uma atração a parte. Do chefe ao estagiário descontração e diversão não faltam. Eles tornaram minha volta ao mundo profissional bem menos traumática. 

Dudu, Rodolfo, Célio e Davinder

Fomos todos comemorar o fim da semana em um bar, a beira mar, em Santo Antônio de Lisboa, um vilarejo de pesca surgido em 1698 quando foram concedidas as primeiras sesmarias. 20% da população é de descendentes de africanos livres que ao norte de Sambaqui se estabeleceram na Praia do Quilombo. Com ares de século XVIII o lugar é cheio de charme e tem uma vista linda, com barquinhos, veleiros e as luzes da ponte Hercílio Luz ao fundo.

Rua Conêgo Serpa em Santo Antonio



A Ponte Hercílio Luz ao fundo

No dia seguinte fomos direto para a Praia Mole, há 4 meses era meu objetivo, a vovó teve que suportar algumas horas no sol, mas o que uma mãe não faz... A caminhada até a praia das Galhetas é imperdível, a praia é linda e deserta, talvez porque seja uma praia de nudismo. Eu particularmente acho muito interessante o exercício de dissociar a nudez do sexo. Conversar tranquilamente com um homem pelado na sua frente dá a sensação que é possível reprogramar todos os conceitos e preconceitos, se livrando deles, a sensação é de alívio de liberdade.

Finalmente chegando na Praia Mole

Uma vovó na praia

Almoçamos na beira do canal que liga a Lagoa da Conceição ao mar, na praia Barra da Lagoa, uma vila de pescadores que ainda tem pescadores. Pude constatar com meus próprios olhos a descarga de um barco pesqueiro durante uma visita noturna.

O canal da Barra da Lagoa

Barcos pesqueiros que entram a noite pelo canal

Antes do fim do dia ainda caminhamos pela trilha que leva às piscinas naturais da Barra da Lagoa. São 20 minutos, desde a ponte de pedestres que cruza o canal, quase na altura da praia. A vovó foi até a metade e voltou, realmente não dava para ela.

o visual ao longo da trilha para as piscinas

Prainha da Barra 

Mais sobre a ilha nos próximos capítulos.

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Mais fotos:


Lojinha em Santo Antonio de Lisboa

Casa Açoriana em Santo Antonio

A vista em Santo Antonio, melhor ao pôr do sol sem nuvens

Mais uma luz de Santo Antonio

23 de julho de 2014

Balanço de um Sabático

Mahabodhi temple - Bodhgaya - Índia

Hoje é a última noite do meu ano sabático, amanhã provavelmente retornarei a minha vida profissional.

Estou me despedindo deste momento sem hora para acordar e para dormir, sem pressão, sem compromisso. Um ano em que me deixei guiar pelo que sentia e o mínimo planejado não foi cumprido. Um ano em que observei a vida e percebi como tudo muda, o tempo todo, a nossa revelia. Acordava um dia de bom humor, no outro nem tanto, um dia que começou mal acabou inusitadamente maravilhoso e dias que eu achava que nada ia acontecer eram emocionantes.

Provavelmente sempre tenha sido assim, mas eu não tinha tempo, nem espaço mental para observar. É muito relaxante saber que não controlamos nada e que as coisas vem quando tem que vir. Claro que o terreno precisa estar preparado e a gente precisa ficar atento.

No retiro budista, uma turma que entrou e ficou na minha vida

Faz tempo tenho o costume avaliar a qualidade do meu ano contando o numero de pessoas legais que entraram na minha vida. Este ano bateu todos os recordes, nem tenho a conta. Há pouco estava deitada no jardim olhando as estrelas, me despedindo deste momento de vida e me pareceu ter visto o rosto de todos eles me olhando, ou melhor, sorrindo para mim. Me emociono, grata ao universo por ter me levado por este caminho e a estas pessoas que deram um pouco delas para mim.

Me sinto como um tecido, estampado manualmente, que vi na índia, cada pessoa e cada lugar por onde passei carimbaram algo em mim.

A Andrezza foi o primeiro carimbo depois de 2 dias juntas rodando por São Francisco e a parada gay já éramos amigas de infância e assim continuamos...um verdadeiro achado

A Índia fez um grande carimbo com certeza, mudou meu olhar e isso muda tudo que estava antes e o que virá depois.


O objetivo deste sabático era parar para pensar, descobrir como eu queria percorrer o resto do caminho e para onde.

Acho que não tenho estas respostas ainda mas pelo menos consegui brecar o trem de alta velocidade que não tinha condutor. 

Conheci um pouco o condutor, como ele quer dirigir, criei algumas possibilidades de destino e deixei algumas portas abertas. O resto acredito que dependerá mais da conspiração das forças do universo e do meu coração que me guiará. 

Yosemite Park e o amor da minha vida

Não foi um período fácil, tive que enfrentar meus medos, minhas duvidas e incertezas, me entregar ao desconhecido, acreditar que algo melhor viria, continuar acreditando por 365 dias que estava no caminho certo, investir dinheiro e abdicar de dinheiro, enfrentar a família seus medos e carências e muito mais. Me expor fez parte do processo necessário para minhas descobertas. Viver em situações totalmente desconhecidas sair completamente da zona de conforto foi a metodologia.

Plateau Point, final da Bright Angel trail no Grand Canyon, 19 km ida e volta com desnível de 930 m

Agora chega o fim deste momento e começo de outro e fazendo um balanço (coisa de engenheiro) concluo que esta oportunidade valeu cada centavo investido e muito mais, valeu o desconforto de todas as duvidas, medos e incertezas. A gente tem que poder perder para poder ganhar. Hoje me sinto mais forte, mais segura, menos sabia e mais preparada para aprender e aceitar.

Por onde andei e como foi não preciso contar de novo, já está no blog, retiro budista e trabalho voluntário na Califórnia, momentos inesquecíveis com a filha pela Costa Oeste dos EUA, Nova York, Maraú-BA, Costa do Sauípe-BA, Paúba-SP, São Paulo, Campos do Jordão, Índia, Nepal, Butão, Copa do Mundo de futebol.

De bike na golden Gate - São Francisco - USA

Logo no início, durante o trabalho voluntário, fiz as pazes com a engenharia, percebi que dela sempre veio minha realização. Mas ainda não estava claro como usar minhas aptidões de forma gratificante e coerente com o resto. Na busca abri e reabri muitas portas, me entusiasmei com varias opções, revi velhos companheiros, me senti orgulhosa do caminho que percorri, pois vi o resultado de tudo que construí na forma como fui recebida em cada lugar que voltei. 

Enfim o Universo mandou a resposta, pelo menos por enquanto, meu coração só teve que confirmar. Depois de um longo caminho onde mudei e experimentei diversos setores e atividades, voltei ao Planejamento de Transportes. Se um dia desisti de planejar pois planos nunca viravam realidade, hoje acredito que possa ser diferente, que o poder publico tenha amadurecido e se profissionalizado um pouco.

Cerimonia pela paz mundial em Bodhgaya - Índia

O Budismo, que não fazia parte dos planos, se tornou o maior condutor do período. E eu que achava que era Budista, depois de ter aprendido infinitamente mais do que sabia no início, percebi que, no máximo, posso me considerar uma interessada. Budistas mesmo são os que eu conheci na Ásia.

Mesmo nessa ignorância, o que tenho observado e aprendido através destes ensinamentos já tem contribuído imensamente para meu bem viver e dos que me cercam.

um dos muitos pôr do sol que pude desfrutar

Como corpo e mente andam juntos o Pilates foi o segundo guia deste momento. Eu que me achava muito consciente do meu corpo, percebi minha ignorância e estou aprendendo muito sobre aquele me carrega e expressa minhas historias. Estou tentando molda-lo junto com minha mente na direção do ser humano que eu gostaria de ser. De dentro para fora e de fora para dentro.

Então assim termina o balanço deste momento de vida, com a convicção de que ser honesto consigo mesmo e não desistir nunca do que faz sentido para você vale a pena. Não é fácil mas não vejo outra maneira de ir adiante. 

Agora é continuar aprendendo e tentando manter o condutor consciente sem perder o rumo. Pelo menos agora já sei, que se isso acontecer, é só parar e começar de novo!

Maraú, Bahia


Minha mãe que foi minha companheira de muitas horas nesse período, fosse Nova York, Campos do Jordão, todos os jogos da Copa com a final na Vila Madalena!

momento de namorar, Eduardo, meu amor, que esteve ao meu lado na empreitada

momento de ver e rever amigos, em almoços sem hora para terminar!

Praia de Paúba em momentos desertos só para mim



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