13 de agosto de 2015

PREIKESTOLEN - Pulpit Rock, primeiro dia sozinha pela Noruega


Despachei a vovózinha para o Brasil com a sensação de missão cumprida e uma saudades pré matura.  Minutos depois voava de Oslo para Stavanger. No aeroporto peguei o carro alugado e fui direto para o Hostel. (para quem quiser ler o começo da viagem clique aqui)

Na verdade, fui quase direto, pois a Europcar não quis me fornecer o GPS sob o argumento de que quando o carro é devolvido em outro lugar eles nunca recebem o GPS de volta. 

E eu pergunto: O que eu tenho com isso? 

Mas não teve jeito, me sugeriram comprar um e foi o que tive que fazer: ir, sem GPS, a uma loja que mal entendia o nome, numa cidade próxima que eu não tinha ideia onde ficava, procurar o GPS. Consegui chegar, mas a loja não tinha GPS. Dei sorte e consegui achar um numa loja próxima. Quando fui configura-lo, ao invés do idioma digitei o local, o que fez com que o GPS passasse a usar todas as instruções em Norueguês e eu não conseguia entender mais nada. Tive que chamar uma pessoa X para traduzir as instruções para mim até que eu conseguisse trocar o idioma para algo familiar...

Passado esse primeiro stress cheguei no simpático Hostel Stavanger Vandrerhjem Mosvangen. Fui muito bem recebida, o quarto minúsculo era confortável e limpo, assim como o banheiro comunitário. Consegui, roupa de cama e toalha e todas as instruções para o dia seguinte: local e horários do ferry para TAU.

Dia seguinte, após um ótimo café da manhã, segui para o terminal de Firskepiren, peguei o ferry das 09:20 para TAU e comecei da desfrutar dos incríveis visuais aquáticos da Noruega. Em 50 min estava em TAU.


Mais 30 min dirigindo pela RV13 em direção a Joperland e estava estacionada na base da trilha para Preikestolen - Pulpit Rock, nas iminências de realizar mais um sonho.


Comecei a subir as 10:40 

o estacionamento, ponto de partida para a trilha




A trilha é curta, dá para fazer em 3 ou 4 horas ida e volta, mas não é tão molezinha assim, tem parte bem íngremes e como se nota o piso é bem irregular.

Estar sozinha não é problema, tem bastante gente na trilha

muitos visuais deliciosos

quase chegando

quando o que parece longe se torna perto


difícil conseguir uma foto sozinha, todo mundo quer aquela foto sentada na beirinha

inclusive eu



só para registrar a distancia

Fiz o percurso de 4 km e 330 m de desnível em 2 horas. Cheguei ao topo as 12:30. 

Tinha que pegar o ferry para Lysebotn as 15:30 em Forsand há 20 min de Preikestolen, então eu tinha que começar a descer as 13:30. Me arrependi de não ter acordado mais cedo... mas deu tempo de almoçar e curtir bastante minha primeira experiência no alto dos fjordes. Tirei varias fotos daquelas sentadas na beira do penhasco, nenhuma ficou muito boa! Desisti da perfeição e preferi explorar todos os pontos de vista andando pela área, subindo e descendo. 



A volta foi meio tensa, preocupada com o horário do ferry, fui a última a entrar, mas depois foram 2 horas de relax e desfrute visual. Sentei perto da agua só para ir ouvindo o barulho do barco deslizando, pus os pés para cima e só levantava para registrar os melhores momentos! Passei em baixo da pulpit rock e de kjerag, onde eu iria no dia seguinte. 

Maravilhoso, emocionante, sensacional, indescritível! Navegamos cercados de penhascos de pedra , interrompidos por fazendas verdes e casinhas brancas e vermelhas, paisagens que ainda se tornavam mais deslumbrantes pelas infinitas cachoeiras as vezes magras, as vezes gordas, altas e baixas, solitárias ou reunidas em grupos estonteantes.

Infelizmente minhas habilidades fotográficas não são suficientes para difundir a dimensão artística dessa obra da natureza. 

navegando pelo Lyse fiord


Pulpit Rock vista de baixo


cachoeiras

relax

cacchoeiras

cachoeiras de Kjerag, no dia seguinte estarei lá em cima!

a chegada no paraíso, a vila de Lysebotn, sede dos base jumpers!

E aí cheguei no paraíso, Lysebotn uma pequena vila, cercada de penhascos e cachoeiras só interrompidos pelo mar dos fjordes.
Lysefjord em Lyseboth
  

a sorveteria local

o camping local cercado de cachoeiras, acho que dá para sentir o astral e pensar em ficar dias caminhando pelas redondezas
os base jumpers preparando o equipamento de salto

O Hauane bed and breakfast que eu havia reservado foi uma surpresa encantadora, uma cabana digna de conto de fadas. Os donos são muito simpáticos e atenciosos e a reserva pode ser feita por email sem nenhum depósito antecipado.

minha cabana por fora

minha cabana por dentro

a casa de banho com banheiros super espaçosos

a mesa do café da manhã em dias de sol

o jardim....

Terminei o dia jantando com vista para o local de salto dos base jumpers, dei sorte e vi dois saltos!

Acho que tá bom por um dia não!!!

Amanhã a trilha de Kjerag, cheia de aventuras, muito vento, dia lindo com mix de pedras, neve, gelo e rios de desgelo....

Para uma foto feita de improviso com celular até que tá boa! Não ia dar para ver antes dele abrir o paraquedas....


4 comentários:

  1. Clau, que fotos lindas! Que lugar maravilhoso! Imagino a sensaçáo animal que vc deve ter sentido, fazendo tudo isso e ainda sozinha! Amei, já coloquei na minha lista...

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  2. Claudinha, suas postagens são de morrer de inveja (boa), convidativas e inspiradoras.
    Que este espírito de aventura não morra nunca.
    Bjs
    Marcia Regina

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  3. Nossa que lugar maravilhoso. Suas fotos ficaram lindas, parabéns!

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