18 de março de 2014

INDIA - Jaipur a cidade rosa



Usualmente meu corpo chega antes, mas desta vez minha mente foi para Índia antes de mim. Quando meu corpo chegou foi imediatamente bombardeado com visões de lugares exuberantes, palácios inimagináveis, uma quantidade de gente absurda, gente que chega perto, olha nos olhos, fala, pede, cutuca e pergunta.

Cenas surreais atacam seu cérebro, uma bagunça, um trânsito, milhões de buzinas pedindo passagem. Uma organização onde mão e contra-mão é apenas uma sugestão. Dividindo as ruas pessoas, bicicletas, tuctuc, rickshaw, ônibus, carros e como se ainda não bastasse vacas, elefantes e camelos!!!!! Completando a cena, uma imensa calma no rosto das pessoas, gente descansando, falando no celular, rindo e até teclando no computador. Me diz? Não é surreal!

E assim em menos de 48 horas eu estava 100% impregnada de Índia.


dia de comemoração pela independência da Índia



normal

normal


Cheguei por Delhi, e instalei em um hotel 5 stars, o The Metropolitan Hotel and Spa, ótimo. Dormi o dia todo e parti direto para Jaipur no dia seguinte.



Pelo booking.com escolhi um hotel 2 stars, para equilibrar as contas. Pela internet parecia ótimo, muito elogiado pelos hóspedes. Porém na recepção me deu vontade de sair correndo, uma coisa meio escura, bagunçada, a luz acabou quando foram xerocar meu passaporte, pedi para ver o quarto. Me imaginei naquele quarto pequeno, escuro e gelado, sem ter o que fazer, tomei coragem e falei que ia embora. O recepcionista muito desapontado me perguntava, porque? Eu não podia expressar o que sentia e falei: o quarto é pequeno! Imediatamente ele pediu a chave de outro quarto, desta vez na cobertura.

O quarto não era muito maior, mas com a porta aberta eu ficava na cobertura do edifício de 4 andares onde também ficava o restaurante. Ainda subindo mais umas escadas havia um mirante. Resolvi ficar e adorei a escolha.

No fim da estadia até agradeci ao recepcionista por ter me convencido. Adorei o hotel Kalyan, o serviço e a comida eram ótimos, o quarto era limpo, havia um capricho nos detalhes da decoração, as pessoas muito simpáticas, inclusive os donos, e haviam muitos jovens circulando na área.



No primeiro jantar no roof top restaurant conheci uma família canadense que me ajudou a escolher a comida. 

Restaurante roof top do hotel Kalyan, ótima comida e serviço, gente legal circulando na área

muito fried rice with vegetables or eggs, não tem pimenta!!!

meu quarto no Kalyan

Dia seguinte peguei um tuctuc e comecei a percorrer os inúmeros palácios, fortes e templos da região.

Comecei entrando no Amber fort montada em um elefante! Fiquei chocada com a grandiosidade e a beleza das coisas. Eu já havia visto palácios na Europa, e até o Kremlin em Moscou, mas nunca me impressionei com eles. Palácio de verdade, aqueles dos contos de fadas, fui conhecer na índia. Para os arquitetos destes palácios não havia limite para a imaginação, nada era impossível, difícil ou caro demais. O que a imaginação criava virava verdade! Peças gigantescas de mármore podem ser transportadas por elefantes por centenas de quilômetros, cortadas e esculpidas com detalhes milimétricos, fontes e quedas d'água funcionam sem eletricidade ou bombeamento. Pedrinhas minúsculas formam mosaicos gigantescos. Simetria e alinhamento perfeitos, (lembrei dos pedreiros que conheço e não conseguem fazer um banheiro com piso de caimento correto, mesmo com níveis a lazer!!)

Fiquei imaginando como seria o Taj Mahal....

a entrada da cidade rosa - Jaipur

Minha primeira visita foi ao Amber Forte, dentro dele um complexo de palácios. O palácio do Raja Man Singh, o principal, foi completado em 1599, após 25 anos de obras. Mas acredite, considerando a sofisticação, o acabamento e as máquinas disponíveis na época, foi até rápido.


Amber Fort




a gente tem que experimentar de tudo... 




As famílias reais passavam o verão em Sukh-Mandir, um dos palácios do complexo. Este é constituído por uma grande câmara oblonga com 2 quartos laterais e varanda na frente com vista para o jardim. A parede traseira da câmara principal tem uma cascata formada por uma tela perfurada de mármore, que está ligada a um canal. A cascata era abastecida de água corrente vinda do tanque construído no telhado do edifício e com a brisa que passava através das perfurações servia como dispositivo de arrefecimento durante o verão.

Hoje em dia estão começando a substituir os imensos aparelhos de ar condicionado, que consomem uma energia brutal por este tipo de dispositivo novamente.... O ser humano vai e volta....e as vezes pega o caminho errado...


Aí foi o golpe, sinceramente, na foto não parece, mas a sala de vidro abaixo é de cair o queixo!!

Construída por Mirza Raja Jai Singh (1621-67 A. D.) a sala de audiência - Diwan-i-Khas é também chamada de Jai Mandir ou Palácio de vidro. Os intricados desenhos de florais são feitos em vidro. Suas aberturas em arco são cobertas com telas tecidas com as raízes de uma grama aromática chamada Khas. As telas são umedecidas com água periodicamente. Assim o ar que passa através das telas é resfriado, transportando o ar fresco e com a fragrância da grama para as câmaras do palácio!!!!

Me fala, os arquitetos estavam bem adiante do nosso tempo em termos de conforto e deleite. Este tipo de preocupação e projeto vi em vários palácios! Afinal quem já foi para a India no verão sabe o quanto o resfriamento é indispensável!!!!





cenas indianas...

Abaixo Hawa Mahal  ou Palácio dos ventos, bem no meio da cidade, mais uma vez com uma arquitetura preocupada com a circulação de ar.



Abaixo Jantar Mantar, um parque com muitos instrumentos astronômicos. Muito legal aprender como eles se preocupavam com o universo, os planetas e o tempo. O principal instrumento, o Virhat Samart Yantra , o mais gigantesco mede as horas com precisão de 2 segundos! Tem 27,43m de altura e 44,81m na base.

Virhat Samart Yandra, fornece a hora com precisão de 2 segundos

Virhat Samart Yandra


Uma das coisas mais lindas que já vi! O Galtaji Monkey Temple! Só os marajás para pensar em construir uma coisa dessas nesse lugar íncrivel! Entre dois penhascos de granito. 

Galtaji é um antigo local de peregrinação hindu na cidade de Chania-Balaji, a cerca de 10km de distância de Jaipur, no estado indiano de Rajasthan. O site é composto por vários templos e kunds sagrados (tanques de água), em que os peregrinos se banham. O guia me disse que uma era para mulheres e outra para homens . 

Chegar lá foi uma aventura, o motorista do tuctuc me largou na base da montanha e falou que era só seguir o caminho. Cheguei lá em cima e vi o white temple e já achei q tinha chegado... 

Depois de ter sido quase molestada por uns garotos muçulmanos, fui salva por um garoto que queria me levar ao destino final pretendido o Galtaji Temple.

Eu não sabia se confiava nele, ele ia me levando pelo meio de uma montanha meio deserta, passando por uns lugares com gente rezando, só homem e macacos na área, uns iogues esquisitos, eu titubeava, ele me dizia que o lugar era legal, eu estava sozinha, mas resolvi confiar no garoto! 

No fim chegamos a esse lugar maravilhoso e o garoto de nome Ganesh foi um ótimo guia clandestino e uma ótima companhia! Adorei conhecer o Ganesh, confiar muitas vezes vale a pena, as pessoas são sempre a melhor parte de uma viagem.

a vista no meio do caminho



a entrada do Galtaji temple 







o Ganesh

o bairro do Ganesh, onde eu quase desisti


Depois de um passeio o motorista sempre quer levar você a uma lojinha....A conversa é que Jaipur é a cidade dos tecidos estampados, que você vai visitar a fabrica e aprender, mas no fundo e a gente também já sabe, ele quer ganhar uma comissão da loja. O pior é que sempre caio no golpe rsrsrs, é tudo tão lindo e barato que não dá para resistir!




Última visita em Jaipur, Nahargarh Fort, lindo palácio e antigo forte, com um visual incrível da cidade rosa. Em fim de semana os locais usam também como parque para passear, empinar pipa, fazer picnic e encontrar os amigos.

Uma turma de jovens me chamou a atenção porque tinha homens e mulheres, eram jovens brincando de mímica, parei para observar. Em 5 minutos uma das moças, a Neelam,  veio falar comigo, perguntar sobre mim. Eu queria saber sobre eles e eles sobre mim. Eram estudantes de engenharia da MNIT, no último ano e estavam tentando aproveitar ao máximo antes de cair na vida. Eram todos esportistas, a era capita do time de volêi da escola e já tinha emprego acertado na ABB.

Pena que era meu último dia por lá... trocamos email e já estamos conectadas no facebook! 

Neelam do meu lado esquerdo de preto

decoração do palácio

o telhado, um grande jardim


Na Índia tem dessas coisas, bem na entrada do palácio. 
Talvez eles tenham tantas riquezas históricas que não há verba para manter todas.

no meio do caminho de volta o water palace


Enfim, isso foi apenas o começo! A entrada na Índia! Os três primeiros dias, de uma estadia de 25. Depois ainda tem Nepal e Butão.

DICAS VAI NA MINHA

Cheguei por Delhi

O taxi do aeroporto de Delhi até o centro custa 400 rúpias, se você comprar dentro do aeroporto vai pagar 1400!!!! Procure lá fora o taxi pré pago preto e amarelo.
Outra opção que eu adorei é o metro aeroporto, 1o mundo! falta um desses aqui. A estação mais perto do Hotel The Metropolitan é a Shivaji Stadium, dá para ir a pé para o hotel, sem malas...

Tranquilo viajar sozinha por lá, em cada ponto turístico tem um guia, se você quiser aprender um pouco.

Na Índia: Carro, trem ou avião?

De carro é demorado, as estradas são ruins e o transito...faça um trecho qualquer só para saber como é.
De avião é o mesmo preço, muito mais confortável e rápido.
O site www.cleartrip.com/flights mostra todos os voos de todas as companhias. Compre direto no site da companhia que você escolheu. Experiência própria, se comprar pela cleartrip e depois quiser alterar pode ter problemas....

De Delhi a Jaipur seriam 6 horas de carro e foram 50 minutos de avião. Paguei 110 USD ida e volta. Paguei mais caro para ir a Agra de carro, e a distancia é menor.

Passagens de trem classe A tem que ser compradas com muita antecedência. Melhor viajar com mala pequena, mesmo que forem duas. Dá para comprar as passagens de trem em lojas na cidade ou no site www.cleartrip.com/trains. É bom pedir a um guia para ajudar a comprar e embarcar.


Leia também:





17 de janeiro de 2014

Barra Grande - Roteiro Sugerido


Mais uma temporada na Península do Maraú, a cada vez, mais me encanto com a beleza e a magia. Não só eu, Paulistas, Mineiros, Cariocas e Brasilienses choveram na área. A região vai de vento em popa, novos restaurantes, pousadas e casas noturnas. Nessa temporada vi shows de qualidade e baladas tops!!! Café de La Musique, Café del Mar, Santo Forte, Tikal, O Deck. Muita balada para o tamanho do lugar hein!!

Mesmo com toda essa agitação, os 40km de praia oferecem solidão e paz a vontade para quem prefere!

O que fazer, por lá, também não falta, vou aproveitar e dar uma sugestão de roteiro.

Roteiro sugerido - VAI NA MINHA

Dia 1 – Barra Grande , caminhada em direção ao rio Carapitangui e desfrute do rio no Bar da Rô, que já tem um concorrente, ao lado de tanto sucesso. A novidade deste ano foi o aluguel de caiaque e SUP para passeio pelo mangue, um show. Não perca também o pôr do sol na maré baixa.





Dia 2 – Barra Grande, caminhada em direção a Ponta do Mutá, agora com o novo Macunaíma, comida de ótima qualidade, tem até filé mignon para quem não aguenta mais muqueca e tapioca. SUP e caiaques também para alugar. 



Dia 3 – Caminhada Barra Grande a Taipus de Fora, várias paradas para mergulho nas piscinas de corais ao longo do percurso, bem como bares para um suco ou cerveja, gosto do Tocossauro e o da pousada Dreamland. Para quem não quiser encarar a volta é só pegar uma jardineira atrás do bar das meninas. Verifique o horário da maré baixa, para tornar sua caminhada mais fácil.


Pousada Dreamland



Dia 4 – Mais um dia em Taipus de Fora para mergulho de snorkel nas piscinas durante a maré baixa, ou alugar um SUP e até uma prancha de surf. Ao contrario da Barra Grande aqui tem onde.

Dia 5 – visita as praias de Saquaíra, o bar do Raul é faz parte do roteiro, e Cassange.

Dia 6 – praia de Algodões, se quiser um lugar arrumadinho, descolado tem o Tikal, mas do outro lado da praia tem outras opções também legais em diversos estilos, até espanhol!




Dia 7 – Passeio de barco pela Baía de Camamu com possibilidade de ir até a cachoeira do Tremembé

Dia 8 - Outra opção do mundo aquático de Maraú é a observação de baleias, serviço também oferecido pela Treze sul que é possível entre julho e outubro.Todo ano as baleias jubarte deixam as gélidas águas próximas ao continente antártico em busca das água quentes e tranquilas do litoral do nordeste brasileiro. Aí elas acasalam e concebem seus filhotes, produzindo jubartes "baianas".

Ilha do Goió

Um dia de mergulho de garrafa se você é dessa turma, a 13 sul faz um trabalho excelente.

barco 13 sul

Vi alguns kitesurf dessa vez, acho que a coisa vai pegar por lá.

Kite Surf em Taipu de Fora

Os melhores momentos da minha temporada foram:

Mergulho de garrafa, o meu primeiro mergulho como certificada. Foi muito importante para eu tomar gosto pela coisa. Descobri que é além do prazer de estar imersa em outro mundo, totalmente focada na observação do momento presente, a gente fica completamente conectado com a respiração. É ela que controla a profundidade do mergulho. Passeando acima dos corais expirar ou inspirar faz você cair sobre eles ou subir e se afastar. Se vacilar e inspirar demais acaba subindo que nem um balão. Foi uma sensação muito boa estar tão integrada com o planeta, o momento presente e o meu corpo ao mesmo tempo.


A balada de réveillon também foi um ponto alto. Dancei até amanhecer, lavei a alma, descobri o mundo que minha frequenta e o prazer de sacudir com a musica eletrônica. O DJ era ótimo. Minha preferida foi Wake me up!!! Não só pela melodia mas a letra fala em ser guiado pelo coração e viver o momento. Dá muita vontade de pular e se soltar! Encontrei com filhos de amigos e para finalizar com meu sobrinho que mandou: “tia o que você está fazendo aqui? É lugar de jovem!!!! “ Não interessa eu estava lá e me diverti, eu ainda me sinto com 22. Rsrs


Mergulhar nas piscinas de corais de Taipu de Fora e caminhar entre uma praia e outra também foram momentos de muito prazer, relax e reflexão.

Show de blues no Dri e Dani, foi uma delícia ouvir música de altíssima qualidade, ao ar livre, nas Barra Grande e de pés descalços. Dei carona para o Jonas, o baixista da banda de Ilhéus a Barra Grande. Eles agitaram várias baladas nessa temporada. Confira por aí Jesse Monroe, Leandro Ferrari e amigos. Na Barra Grande com a participação do gaitista Kiki Gomes, muito legal!

blues no Dri e Dani

Li 3 livros, As Brasas de Sandor Marai, Holy Places of the Buddha, me preparando para minha próxima jornada e por último, quase no avião, ATLAS de Jorge Luís Borges, lindo, uma carícia no coração. 

Fora isso, muitos pôr do sol maravilhosos, moquecas, tapiocas, namoro, amigos e convivência com os baianos locais que são no fundo o melhor de tudo.


no Mangue

No mangue, outro mangue

em Taipus de Dentro

Pier de Barra Grande


Barra Grande a vila

a igrejinha da vila

o centro cultural da vila de Barra Grande e verdureiro, R$ 7,00 um pé de alface!!! inflação ?!?!


a vila de Barra Grande e o salão do Paca o hair stylist do meu marido

para quem quer fugir da inflação R$6,00 hamburguer + suco x R$85,00 a muqueca!

uma prancha entre nós!!! ou eu ele e a prancha....

rústicos!!!! no urtimo

luz de fim de tarde no caminho de Bombaça


será que a FIAT compra essa foto?

Barra Grande, rio Carapitangui a direita e Baía de Camamu (oceano atlântico) a esquerda,
bar da Rô ao fundo

Bar da Rô
maré baixa no mesmo local, paradisíaco!



algo de mim



o amor é lindo! Cabral e Alezinha


o último da temporada!

amigos em grandes momentos

eu e meu amor

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