17 de junho de 2013

VIAJAR - o que nos impulsiona a viajar?

Índia

Faz anos sinto necessidade de parar. Parar para pensar, ou melhor, repensar, a vida, a rotina e os próximos passos. Coisa que uma pessoa que mora em São Paulo e trabalha não consegue fazer. Férias, fins de semana, feriados não são suficientes para abrir espaço mental para essas reflexões. E assim a gente vai indo, empurrando as questões para frente, sendo levado pela correnteza, sem poder escolher o próprio destino. 


Mesmo assim sempre tentei me agarrar as margens, segurei um galho aqui e ali, gerei alguns conflitos em ambientes de trabalho, mas sobrevivi, como pessoa e profissional. 



Agora surgiu um tronco no meio da correnteza, uma brecha na vida, que eu resolvi agarrar. Estou deixando uma atividade, que não mais me supre como profissional, minha filha está indo morar fora, meu marido é uma pessoa que entende as necessidades de um indivíduo e minha mãe ainda está forte para poder ficar um pouco sozinha. 

Munique, pelo menos aqui eles surfam...

Preciso aproveitar esse lapso no tempo, preciso parar e andar, parar para pensar e andar para buscar. Milhões de questionamentos e dúvidas começam a surgir, até aquela: “porque inventar moda, porque não deixar tudo com está?” Essa é a clássica, gerada pelo medo, medo do desconhecido. Nessas horas parece que tudo era tão bom, todas as insatisfações somem da mente. 

Eu sempre amei viajar, fazer esporte e estar perto da natureza. Nem sempre percebi que a relação com outros era importante, principalmente em SP, onde a gente está sempre irritada com tudo e com os outros. Mas nas viagens percebo como me faz bem quando chego mais perto de outros seres humanos. 

Porque estou falando sobre isso? Porque nessa parada resolvi viajar para lugares que não consigo ir, em um mês de férias, fazer coisas sempre pensei em fazer, mas me pareciam tão distantes, como ficar em um monastério ou fazer trabalho voluntário. 

E aí me questionam, e eu me questiono por quê? O que me move a viajar? 

Moscou - Praça Vermelha

Pedi ajuda ao meu primo Daniel, companheiro de viagem, de busca e aprendizagem e colaborador do VAI NA MINHA. Eu sabia que a resposta deveria estar escrita em algum lugar, sabia que não era a única com esta questão, assim como não sou a única viajante, existem milhares de pessoas atravessando o planeta, seguindo antigas trilhas, de carro, a pé, bicicleta, moto. Cada um tem um jeito, mas a inquietação é mesma. 

Daniel Separou para mim alguns pensamentos que outros já tiveram e cada um responde uma parte de tantas questões. 

Qual "impulso poderoso" nos faz viajar até lugares distantes, com grandes sacrifícios e, às vezes, com grandes riscos? (A Arte Da Peregrinação - PHIL COUSINEAU

O impulso para viajar é tão antigo quanto as rochas, tão intemporal quanto a aurora e o poente no céu. Para alguns, viaja-se pelo amor à viagem, como Robert Louis Stevenson, que escreveu: "De minha parte, não viajo para ir a algum lugar, mas para ir. Viajo pelo gosto de viajar". A própria palavra viajante contém imagens de uma história de movimento. Henry David Thoreau escreveu: "Um viajante. Gosto desse título. Um viajante deve ser reverenciado como tal. Sua profissão é o melhor símbolo de nossa vida. Vindo de um lugar, indo para outro; é a história de cada um de nós"

Gostei dessa – A nossa própria vida é uma viagem, no sentido que é uma trajetória, nascemos uma pessoa, experimentamos várias coisas e morremos outra completamente diferente. 

Maldivas - relax também faz bem

Para outros, como a romancista francesa Colette, viagem sugeria possibilidades sensoriais: "Estou indo para um país desconhecido onde não terei passado nem nome, e onde nascerei outra vez com um novo rosto e um coração renovado". 

Essa também é ótima, já tinha pensado nisso – Quando viajo sozinha não sou ninguém, não sou engenheira, não sou a mãe de ninguém ou filha de alguém, não sou rica nem pobre, não tenho referencia, sou o que o outro vir naquele momento. Sou eu e posso me reinventar, ser quem eu quiser, posso experimentar. 

Para o vagabundo sem destino Mark Twain, longas viagens contêm em si a possibilidade de autodesenvolvimento: "A viagem é fatal para o preconceito, a intolerância e a estreiteza mental"

Adorei! Fatal para o preconceito! E com certeza para a estriteza da mente! A única coisa que sobra com o passar dos anos é a sabedoria. Sinto sede de aprender, tenho noção de minha visão é limitada, quero amplia-la, o máximo que conseguir. Me incomoda sentir que tenho uma parcial da vida, do mundo, das pessoas, do universo. 

Na sua notável antologia Maiden Voyages, Mary Morrissey cita a esplêndida descrição que Lawrence Durrell fez de Freya Stark, a exemplo do modo como as mulheres "viajam de maneira diferente pelo mundo": "Uma grande viajante [...] é alguém que se volta para dentro de si mesma. À medida que cobre as distâncias externamente, ela avança sempre em novas interpretações de si mesma, internamente". 

Pois é, não é só para mim, está escrito em livro e isso me faz me sentir menos só. Apesar dos muitos anos te terapia sei que o buraco negro ainda é maior. Quero tentar ser o mais justa possível comigo e com meu entorno e não há como se-lo se meu próprio ser me confunde.

Patagonia - Fitz Roy - Laguna Capri

Há uma tradição de viagem como uma espécie de universidade perambulante. Em seu livro clássico Abroad, Paul Fussell escreve: "Antes do desenvolvimento do turismo, viajar era concebido como estudar e seus frutos eram considerados o adorno da mente e da formação de julgamento. O viajante era um estudioso do que ia encontrando ... ". 

Essa foi ótima! Realmente a questão do desenvolvimento do turismo, confundiu todo mundo e até a mim mesma! O turismo fez viagem parecer só diversão, prazer, curtição, relax, compras... Acho que é preciso distinguir turista de viajante. Para mim viajar é mesmo ir a universidade perambulante! Amei essa! Viajar me deixa até tensa. Será que vai dar tudo certo? O que vou ter que aprender? Como vou me virar? Será que vou conseguir? Até por causa disso criei este blog, para deixar o próximo viajante menos tenso, por ter um pouco mais de noção do que irá encontrar pela frente. Por um momento penso se não estou atrapalhando o aprendizado como uma professora que assopra a resposta para o aluna. Mas acho que não, por mais que se leia, e se estude, NADA será como estar lá, como experimentar, como viver por si. Sem contar o fato que cada um vai sentir e ver de forma diferente. 

kilimanjaro - Tanzânia

Os viajantes são pessoas em movimento - passando pelo território alheio - buscando alguma coisa que podemos chamar de inteireza ou, talvez, fosse melhor chamar de clareza um destino para o qual somente o espírito pode apontar o caminho. 

Essa eu agradeço. Realmente ando atrás da clareza. Espero que o espírito me aponte o caminho. Me lembro um dia no fim de um safári no Serengeti onde eu tinha a certeza do que eu queria ser e fazer da minha vida. A clareza veio naquele instante, mas sumiu com a vida em São Paulo. Eu ainda me lembro o que eu senti e pensei, talvez agora esteja procurando um forma de colocar em prática.... 

A motivação dos viajantes foi sempre múltipla: prestar homenagem, pagar uma promessa, fazer uma purificação, cumprir uma pena ou rejuvenescer espiritualmente. A jornada começa em estado de desassossego, de profunda perturbação. Alguma coisa vital está faltando à vida: a própria vitalidade pode estar à espreita no caminho ou no coração de um santuário distante. 

O que une as diferentes formas de peregrinação é a intensidade da intenção, o desejo da alma de responder ao chamado de retorno ao seu âmago, não importa se isso pressupõe êxtase ou agonia. 

Para sermos tocados precisamos, por nossa vez, tocar. Quando a vida perdeu seu sentido, um viajante arrisca tudo para voltar a ter contato com a vida. 

Com certeza sempre me sinto mais viva no meio de uma montanha! Algo desperta dentro de mim, uma alegria profunda, uma enorme sensação de gratidão e amor pela vida e pelo universo. A sensação de que tudo é perfeito naquele momento, naquele lugar.

Machu Picchu com Daniel


Inseparável da arte de viajar está o anseio de romper com os hábitos tolos da nossa vida comum em casa, e se afastar pelo tempo necessário até ver realmente o mundo ao seu redor. Por isso, “a imaginação é mais importante do que o conhecimento”, no dizer de Albert Einstein e, também por isso, a arte de viajar é a arte de reimaginar como caminhamos, falamos, escutamos, vemos, ouvimos, escrevemos e nos preparamos para a jornada que nossa alma tão profundamente deseja. 

Mark Twain também vai nessa linha "A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau."

Acho que essa explica porque um mês é pouco. Imagine quão difícil seria romper com os hábitos de uma vida? E mais precisamos imaginar novos hábitos e estar tão convictos deles que nem toda a correnteza do rio, nem todos os seres ao redor poderão de forçar manter os antigos hábitos, aqueles que não estavam sendo capazes de fazer você se sentir realmente vivo. 

No momento em que você decide quebrar as paredes do cativeiro e deixa sua alma livre e ir passear na jornada de novos ambientes, novas pessoas e novas ideias, você está dando ao seu eu interior uma oportunidade de ouro para explorar a parte oculta de si mesmo e desenvolvê-lo no sentido de uma forma positiva. Mudança de local e horário ajuda a relaxar sua mente e dar tempo para si mesmo. E o primeiro passo para o autoconhecimento é de fato a necessidade de dar tempo para si mesmo. 

O melhor é a certeza que essa busca se desenvolve sempre no sentido positivo, com benefícios para o viajante, seus amores e o resto da humanidade. 

Acho que essa reflexão faz parte do planejamento da viagem, afinal como decidir o que fazer sem saber qual o objetivo? Certamente os questionamentos não terminaram aqui e continuarei na busca. Sua ajuda na discussão será muito bem vinda.


Dubai - aqui é o centro do mundo
Abaixo as pessoas que eu amo, viajar com elas é ótimo, crescemos juntos,  mas resolvi coloca-las aqui porque é para elas que eu sempre volto.

Moscou - Mãe e filha, meus amores
Maldivas - meu marido, meu amor
Uruguay - copa Davis - meus tios, meus amores
Ilha de Páscoa - Paula minha amiga - meu amor

Campos de Jordão - Cássia e Cláudia , minhas amigas, meus amores
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4 de junho de 2013

ILHA DE COMANDATUBA



Por: Renata Gualberto

Normalmente eu gosto de viagens com mais aventuras, trekkings, lugares exóticos. Desta vez, como o tempo era curto, queríamos aproveitar o feriado de Corpus Christi, resolvemos voltar para o Hotel Transamérica Comandatuba – Bahia, lugar que visitamos vinte anos atrás.Tivemos uma grata surpresa!
O hotel possui o maior aeroporto privado do país, com uma pista maior que o aeroporto de Congonhas. É uma comodidade enorme, pois a outra maneira seria voar para Ilhéus, a 75 km de distancia.
Os voos são fretados Hotel/aéreo TAM. Saímos de Cumbica à 1 da manhã de quinta –feira e as 3 já estávamos lá, com um transfer privativo.



A travessia foi feita de lancha ao invés de balsa. Na volta isso fez uma grande diferença, pois não tivemos que acordar tão cedo, já que o voo para Congonhas sai às 9 da manhã.






Chegando ao hotel o check-in já estava feito!!! E enquanto esperamos as malas, pudemos desfrutar de um delicioso lanche com sucos e sopas ofertados pelo hotel.
O que é incrível é que foram fretados dois aviões de São Paulo e mais dois de Minas Gerais.
O hotel possui 360 apartamentos, distribuídos em 200 hectares. Para circular pela área pode-se usar trenzinhos iguais os da Disney ou carrinhos de golf. Nós preferimos o isolamento, que já era nossa intenção. Escolhemos um bangalô luxo, de frente para o mar.






Em vez de ficarmos na piscina, onde a maioria das famílias com crianças ficam, íamos caminhar na praia e depois ficávamos em espreguiçadeiras na praia.

opção piscina

opção praia

Fizemos uma caminhada de 10Km (ida e volta) até a ponta da ilha e no outro dia fomos para o outro lado. Foi maravilhoso, uma praia praticamente deserta!


O hotel oferece quadras de tênis, de bocha, arco e flecha, e um campo de golfe com 18 buracos, eleito pela revista Golf Digest como um dos melhores campos de golfe do Brasil. Tem ainda esportes náuticos (caiaque e vela não são cobrados, mas jet sky e banana boat são pagos a parte), ciclovias, e passeio pelo manguezal.






À tarde, frequentamos o SPA, onde recebemos vários tipo de massagens maravilhosas, num ambiente super acolhedor!



Os restaurantes também são outro bom exemplo de que, apesar de se estar num resort, pode-se comer num ambiente mais tranquilo. O restaurante principal, serve café da manhã e Buffet variado à noite. Optamos por jantar no restaurante da praia, mais calmo, com serviço à la carte.

restaurante principal

restaurante da praia


O diretor geral do hotel, Thomas Humpert, normalmente recebe e se despede dos hospedes pessoalmente, fazendo com que a gente se sinta em casa.


Foi um ótimo feriado e recomendamos!

Por: Renata Gualberto

1 de abril de 2013

ANAVILHANAS - AMAZONIA

ANAVILHANAS – AMAZON


por Renata Gualberto, colaboradora Vai Na Minha
By Renata Gualberto, Vai Na Minha collaborator

Depois que vi umas fotos de um amigo no Instagram sobre Anavilhanas, resolvi que esse seria meu próximo destino.
Anavilhanas é um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, com mais de 400 ilhas e 350 mil hectares de área. Situa-se no Rio Negro, 180 km de Manaus por estrada e 35 minutos de hidroavião.

Pegamos um avião de São Paulo direto para Manaus, e ficamos por uma noite no Caeser Business Manaus. No dia seguinte cedo fomos para o Hotel Tropical, de onde sai o hidroavião para o hotel em Anavilhanas. A vôo foi incrível e dá para ver grande parte do arquipélago! 


Since I’ve seen a few pictures taken in Anavilhanas a friend of mine put on Instagram, I knew that would be my next destination. 
Anavilhanas is one of the largest fluvial archipelagos in the world, with over 400 islands and an area of 350 thousand hectares. It’s situated in the Rio Negro (Black River), 180 km away from Manaus by road and 35 minutes by hydroplane. 

We flew from São Paulo straight to Manaus, where we spent the night at the Caesar Business Manaus. Early the next day we went to Hotel Tropical, where the hydroplane leaves to the hotel in Anavilhanas. The flight is amazing: from the air it is possible to see a great part of the archipelago!





Pousamos no Anavilhanas Jungle Lodge, às margens do Rio Negro onde ficamos por 4 dias e 3 noites. Na chegada fomos recebidos com suco de cupuaçu e acerola, num ambiente rústico e super charmoso.
A equipe é o ponto alto desse hotel, principalmente os guias, que explicam pacientemente tudo sobre a mata e como os habitantes locais utilizam cada pedacinho dela. Eles são locais e bilíngues  o que é imprescindível, porque 80% da ocupação do hotel é de estrangeiros. 
Alguns deles são da Guiana Inglesa na divisa com Roraima, outros aprenderam inglês trabalhando com os turistas e outros com missionários americanos. Muito interessante ouvir suas histórias, de como resolveram trabalhar com turismo, de onde vieram, sobre a família etc. Aqui vale um relato engraçado: no nosso primeiro passeio, o guia perguntou se nós falávamos inglês ou se precisávamos de tradução – uma vez que éramos os únicos brasileiros no barco - e lá fomos nós ouvindo sobre igapós, pirarucus, tucunarés, seringueiras, tudo em outra língua.


We landed at the Anavilhanas Jungle Lodge, on the banks of the Black River, where we stayed for 4 days and 3 nights. We were greeted on arrival with acerola and cupuassu juice, in rustic and extremely charming accommodations. 
The staff is one of the hotel’s highlights, specially the guides, who patiently explain everything about the jungle and how the locals make good use of everything in it. They’re all local and bilingual, which is essential, since 80% of the hotel’s guests are foreign. A few of the guides are from the English Guianas, across the border with Roraima, others learned English as they worked with the tourists, and another few learned it with American missionaries. It is very interesting to listen to their stories, find out how they decided to work in the tourism business, where they came from, their family etc. A funny anecdote: during our first ride in the jungle, a guide asked us if we spoke English or would require a translator – since we were the only Brazilians in the boat – and therefore we went on to learn about igapós, arapaimas, tucunarés, rubber trees etc. in a foreign language.


nosso quarto
our apartment

Dependendo do número de dias da sua estadia, você recebe a programação para aquele período, com saídas pela manhã e à tarde. Fica aqui uma critica para a inflexibilidade de troca de passeios (por questão de logística segundo o hotel), e para a comida que fica muito aquém do que o hotel pode e deve oferecer. Com exceção do café da manhã, as refeições são muito fracas. Para os estrangeiros que não conhecem a culinária nacional pode até ser interessante por ser diferente, mas para quem conhece, não é de todo ruim mas deixa a desejar. 
O hotel, que existe há 7 anos, possui 20 apartamentos, sendo 16 chalés e 4 bangalôs. Ficamos num bangalô, suspenso em palafita, com paredes de vidro, dentro da mata – muito charmoso e confortável.
As áreas sociais também são super agradáveis, a piscina com vista para o rio, o redário, o lounge, o flutuante e até um mirante são ótimas para serem usadas depois dos passeios que tem uma duração de 1 hora e meia no máximo.


The guests are given a schedule of available activities according to the days they will be remaining in the lodge, with rides leaving in the morning and in the afternoon. This is a good point to complain about how inflexible they are about changing rides (due to logistics, according to the hotel managers) and about the food, which is far from the standards a hotel such as this can and should offer. All the meals but the breakfast are very unsatisfactory. They might even be interesting to the foreigners who don’t know the local cuisine because they feel exotic, but for those who know it, even though it’s not all that bad, it is far from good. 
The hotel was established there 7 years ago, providing 20 apartments, 16 of which are cottages and the other 4 are bungalows. We stayed in a bungalow, raised from the ground on logs, with glass walls, surrounded by the jungle – very charming and comfortable.
The common areas are also extremely inviting: the swimming pool with a view of the river, the hammock ground, the lounge and even the observation deck are all great points to be enjoyed after each ride, which last one hour and a half at the most.







Leandro nasceu numa tribo em Roraima, divisa com a Guiana Inglesa e foi alfabetizado lá, fala fluentemente inglês, português e macuxi. O pai dele, que era o cacique da tribo, lhe deu o nome de Owen McDonald e jurava que ele era descendente de escocês, mas ele nunca acreditou. Mais tarde foi na FUNAI e pediu para mudar de nome. O registro no Brasil então ficou Leandro Enio de Souza.
Leandro was born in a tribe in Roraima, on the border with the English Guianas, where he was educated. He speaks English, Portuguese and Macuxi fluently. His father, the tribe’s chief, named him Owen McDonald and swore he was of Scottish descent, but Leandro never believed it. When he was old enough he went to FUNAI and asked to have his name changed. Therefore his Brazilian ID displays the name Leandro Enio de Souza.


Como o Rio Negro tem um pH muito ácido, quase não tem mosquitos. Levei um repelente, que foi útil quando fizemos a trilha na mata, mas no hotel, praticamente não usamos. Não é necessária vacina contra febre amarela.
Começamos nossa “aventura” com um tour de reconhecimento pelo arquipélago de Anavilhanas. Um barco te leva por canais, lagos, por entre as ilhas e dentro delas, o que é chamado de igapó (floresta inundada). As árvores imensas são adaptadas para ficarem muito tempo dentro d'água.


The Black River has a very acidic pH, so there are practically no mosquitoes around. I took some repellent with me, which was useful when we walked through the jungle, but there was no need to use it while in the hotel. There’s also no need to be vaccinated against yellow fever. 
We started our adventure with a reconnaissance tour around the Anavilhanas archipelago. A boat takes you through canals, lakes, in between islands and inside a few of them, through what is called igapó (flooded forests). Those immense trees have adapted to survive long periods inside the water.

Essa é uma arvore imensa, que está adaptada a ficar submersa por mais ou menos 6 meses. Essa raiz que parece uma saia é chamada de sapopema.
This is an immense tree, adapted to remain underwater for up to six months. This kind of root that looks like a skirt is called sapopema.

A época das chuvas é de dezembro a maio , mas nada que atrapalhe. Chove por um período curto e logo depois o tempo abre de novo. Nesta época a temperatura é mais amena e é possível navegar por dentro das ilhas. Já na época de seca de julho a novembro, formam-se praias ao longo do arquipélago.Chove menos, mas o calor é bem maior.


The rain season goes from December to May, but it is no impediment. It rains for a short while, then the weather clears again. During this period the temperatures are lower and it is possible to ride a boat inside the islands. During the dry season, from July to November, beaches are revealed through all of the archipelago. It rains less, but the heat is a lot greater.

Com Raimundo, procurando jacaré!
Looking for alligators with Raimundo!

No dia seguinte pela manhã, fizemos um trilha na mata. O guia local nos mostrou todo seu conhecimento sobre a fauna e a flora. Muito interessante! Eu comi uma larva do babaçu. Com gosto de coco ! Muito bom, proteína pura. Não tenho foto mas tenho testemunhas...


On the next morning we walked a trail through the jungle. The guide could show us all of his knowledge about fauna and flora. It is all so interesting! I ate a babassu larva. Tastes like coconut! It is great, pure protein. I have no pictures, but I do have witnesses…

Ela estava dentro do buraco, e o guia pegou uma vareta e a fez sair! Linda e enorme
It was inside a hole, the guide poked in with a stick and made it come out! Beautiful and huge

Esse é o guia local Roberlam, que nos levou na trilha na mata.
Na árvore um formigueiro, os índios colocam as mãos nele, esperam que as formigas subam e esfregam para repelir insetos
This is Roberlam, a local guide, who took us to the trails through the jungle. There’s an anthill hanging from the tree, the native Indians touch it with their hands, wait until the ants crawl up their arms, and then rub them on their body to repel insects

Aqui ele mostra como trançar folha de palmeira, para fazer adornos, cestas e até telhado das casas.
O que estou usando na cabeça , ele tinha acabado de fazer.

Here, a demonstration of how to weave palm tree leaves to make ornaments, baskets and even rooftops. He had just woven the band I have on my head.

Família de Bicho-Pau, mãe e dois filhotes
A stickbug family, mother and two offspring

Depois do almoço fomos de barco até Novo Airão, cidade ribeirinha, cujo maior atrativo é visitação aos botos cor-de-rosa. Na verdade eu achei uma judiação, os bichos dependem da boa vontade humana para alimentá-los. De hora em hora eles recebem peixes na boca, o que os tornou obesos e incapazes de pescar por conta própria É possível descer uma escada apertada e tocá-los.
Eu que amo ver os bichos em seu habitat natural, sem intervenção do homem, fiquei encantada quando vimos botos nadando no rio, perto do barco, e isso sim vale a pena!


After lunch we took a boat to Novo Airão, a riverside town that has on the visiting river dolphins its main attraction. I actually thought it was mean to them, as they depend on the humans feeding them to survive. They are fed fish every hour, which has made them obese and incapable of hunting for themselves. It is possible to go down a narrow staircase to touch them. 
I love to see the animals in their natural habitat, with no human interference, I was delighted to see the dolphins swimming down the river, close to the boat. That’s an spectacle worth watching!


boto cor de rosa
River dolphin

Também em Novo Airão, visitamos a Fundação Almerinda Malaquias, uma organização não governamental sem fins lucrativos, que visa promover a formação profissional de jovens carentes através do artesanato local.
À noite, saímos novamente de barco, após o jantar, a procura de preguiças, jacarés, cobras, pássaros! Experiencia mágica, principalmente quando ficamos alguns minutos, com o motor do barco desligado, ouvindo os sons da natureza!


Still in Novo Airão we visited the Almerinda Malaquias Foundation, a no-profit non-governmental organization that promotes the professionalization of poor local youngsters teaching them the local handicrafts. 
At night we went off on a boat again, after dinner, to search for sloths, alligators, snakes and birds! It’s a magical experience, specially when we remained still for a few minutes, with the boat’s engine off, just listening to the sounds of nature!







Mais uma atividade maravilhosa foi a remada em canoas caboclas de madeira, por entre as árvores dos igapós.

Another wonderful activity was to row on wooden canoes among the igapó trees.


Canoas caboclas de madeira
Wooden canoes

remando pelos Igapós
Rowing through the igapós

Para fechar com chave de outro, no dia da nossa volta, acordamos às 5 da manhã para ver o nascer do sol.

To finish it off splendidly, on the way we were to return, we woke up at 5 in the morning to watch the sun rise.


Ultimo dia! Nascer do sol em Anavilhanas!
Last day! The sun rises over Anavilhanas!

Encontro das águas - Rio Negro e Solimões
Joining waters, Black River and Solimões River

Como nosso vôo para São Paulo era no final do dia , aproveitamos para fazer um passeio de barco para ver o encontro da águas em Manaus. Vale muito a pena! Um dos guias do próprio hotel nos recomendou e encontrou conosco no pier onde pousamos com o hidroavião. O Rio Solimões se encontra com o Rio Negro e não se misturam. É impressionante tocar a água e sentir a diferença de temperatura. Vimos também vitória-régia e uma comunidade flutuante, no Lago do Catalão

Since our flight back to São Paulo was scheduled to the end of the day, we took this opportunity to make a boat ride and see the point where the rivers meet in Manaus. It is totally worth it! One of the hotel’s own guides recommended it and met us in the pier where we had landed in the hydroplane. The Solimões River joins the Black River, but their waters don’t mix. It’s amazing to touch the waters and feel the temperature differences. We also got to see the lilypads and a floating community on Catalão Lake.

Vitoria Regia - Igarapes, Rio Negro, Manaus
Lilipads, Igarapes, Black River, Manaus

Casas flutuantes - Lago do Catalão, Manaus
Floating houses, Catalão Lake, Manaus

Saímos de São Paulo quarta à noite, dia 27/03 e voltamos sábado. Foi suficiente. Inclusive repetimos o passeio de barco pelas ilhas, porque não quisemos pescar piranhas, que era outra atividade sugerida. 

Fizemos todas as reservas on line, diretamente. 


O que levar: Mochila pequena, tenis para caminhar, chinelo, maiô, repelente, bone, capa de chuva (anorak), camisetas, shorts, calça para caminhar na mata, filtro solar e máquina fotográfica. 



Melhor época para ir: não há, você sempre vai se divertir e aprender.

Restaurante: Banzeiro em Manaus, comida regional maravilhosa!

O hotel possui wi-fi no lounge, suficiente para ver emails e bem lenta. Como está situado no meio da mata, já é impressionante a possibilidade de acessar a rede! Aproveite para se desconectar e relaxar! 

Boa viagem 

Renata Gualberto - colaborador VAI NA MINHA

We left São Paulo Wednesday night, on March 27th, and returned next Saturday. Plenty of time. We even had time to do the boat ride through the islands again, because we did not feel like fishing piranas, another of the suggested activities. 
We made all of the reservations ourselves, online. 

What to bring along: small backpack, walking shoes, sandals, bathing suits, insect repellent, cap, rain gear (anorak), t-shirts, shorts, pants to walk through the jungle, sunscreen and camera. 

Best period to go: no such a thing, you’ll have fun and learn a lot no matter when you visit. 

Restaurant: Banzeiro in Manaus, wonderful local cuisine! 

The hotel offers wi-fi in the lounge, with a very slow connection, enough to just check e-mails. But since it is in the middle of the jungle, it is surprising they have any connection at all! Take this chance to unplug and relax! 

Have a nice trip 

Renata Gualberto – VAI NA MINHA collaborator